IMPROMPTU

TÍNDARO SILVANO

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1997

IMPROMPTU

O termo “Impromptu” na nomenclatura musical significa “aparentemente improvisado”. As músicas escolhidas para este trabalho são do CD “Infância” de autoria de Egberto Gismonti. Numa primeira audição percebe-se que o compositor utilizou ritmos brasileiros bastante identificáveis, mas ao se ouvir com um pouco mais de atenção fica claro que há um trato muito especial em cada um desses.

Com bastante destreza Gismonti distorce um chorinho muito melódico, decupa um maxixe brejeiro e recria uma cadência de samba marcado para logo mais tarde destroçá-los e transformá-los inteligentemente numa grande festa polirrítmica.
“Ao iniciarmos a montagem desse trabalho fizemos um pacto, o elenco e eu, de não nos deixarmos levar pelos impulsos iniciais provocados por esses ritmos tão conhecidos nossos.

Estabeleceu-se, desde o início, que não responderíamos aos apelos imediatos dos quadris, dos ombros, olhos braços, etc -tarefa um bocado difícil dado que somos, nesse grupo, todos sul-americanos e estamos, desde que nascemos, impregnados de tudo isto.

Aparentemente os bailarinos se movem livres e independentemente. Cada um respondendo à sua maneira aos impulsos sonoros e buscando criar o seu próprio vocabulário de gestos mesmo quando, supostamente, deveriam estar dançando em ‘Uníssono'( todos juntos fazendo a mesma sequência na mesma hora).

Nesses momentos o que mais interessa é deixar na memória do espectador uma forte imagem de cada bailarino isoladamente..Num misto de atleta e poeta ele deverá ser capaz de captar uma ideia teatral, um som específico, uma intenção de movimento e transcodificá-los numa mensagem física capaz de acrescentar algo de novo e bom”.

FICHA TÉCNICA

Música
Egberto Gismonti

Figurinos
Marco Paulo Rolla

Pintura em seda
Dama da Lua

Projeto de Luz
Francisco de Barros …aparentemente improvisado!

Ano
1997

SOBRE O COREÓGRAFO

TÍNDARO SILVANO

Tíndaro Silvano - Cisne Negro Cia de Dança

É bailarino, maïtre de ballet e coreógrafo, formado pelo Palácio das Artes, em Belo Horizonte (MG), com o professor Carlos Leite. Aperfeiçoou-se com mestres da dança como Hugo Dellavalle e Bettina Bellomo. Dançou com as cias. do Palácio das Artes (MG), do Ballet Guaíra (Curitiba, PR), do Ballet Gulbenkian (Lisboa) e do Ballet do Theatro Municipal (RJ). Como coreógrafo vem trabalhando, desde 1986, dentre outros, com o Grupo Cisne Negro (SP), Ballet do teatro Castro Alves (Salvador), Ballet Nordhausen (Alemanha), Brabant Danzconservatorium (Holanda), Teatro Argentino de La Plata (Argentina) e na Ópera Nacional da Finlândia. Na Cia. de Dança de Minas Gerais, criou 15 espetáculos entre 1988 e 1996, muitos deles premiados. Em 2004 e 2005, foi artista convidado da Cité Internationale des Arts, em Paris. É hoje Maitre de Ballet e coreógrafo do Ballet Jovem do Palácio das Artes (Belo Horizonte) e atua simultaneamente em diversas companhias de dança pelo mundo.