COM CORDAS

RUI MOREIRA

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2005

COM CORDAS

“Começo este texto reafirmando minha convicção no fato de que a cultura popular do Brasil é uma fonte inesgotável de inspiração artística. Assim recorro à trajetória de um dos instrumentos musicais mais difundidos no país, para iniciar uma viagem lúdica e poética através da subjetividade proposta pela linguagem do movimento”. (Rui Moreira)

O gestual do espetáculo é abstrato, e foi inspirado em reflexões sobre o “Tempo” e suas relações com a natureza humana.

Sendo a música um dos nortes importantes desta criação, foram reunidos pelo coreógrafo Rui Moreira, temas musicais de compositores brasileiros variados, que ressaltam a larga difusão
da viola na sociedade contemporânea do país, seja no meio rural seja no meio urbano. Tocada só, executando solos, em dupla, para acompanhamento de outros instrumentos, ou também como
é muito comum acompanhando cantos e danças, ela vai entremeando “causos” do rico universo popular e desvendando a riqueza, a criatividade e a pluralidade desta nação.

Rui Moreira é considerado pela crítica especializada como um dos mais representativos bailarinos brasileiros.

FICHA TÉCNICA

Música
Babilak Bah, Ivan Vilela, Geraldo Vianna, Anacleto de Medeiros / Renato Andrade, Camilo Carrara

Mixagens
Murillo Corrêa

Criação de figurinos
André Cortez

Confecção de Figurinos
Usina de Figurinos

Cenografia
Yara Freiberg

Projeto de Luz
Raquel Balakian

Ano
2005

SOBRE O COREÓGRAFO

RUI MOREIRA

Rui Moreira - Cisne Negro Cia de Dança

Considerado pela crítica especializada como um dos mais representativos bailarinos brasileiros Rui iniciou sua trajetória em São Paulo, tendo passado pela Cisne Negro Cia. de Dança. Ao longo dos 13 anos em que dançou no renomado Grupo Corpo, Rui Moreira tornou-se um bailarino símbolo não só da companhia mineira, como também do Brasil. Com sua técnica e expressividade, passou a ser reconhecido até mesmo no exterior como o intérprete brasileiro por excelência, capaz de ser solista com identidade mesmo no mais homogêneo dos elencos. Em junho de 1999, no entanto, Rui inaugurou nova fase. Desligou-se do Grupo Corpo para dedicar-se à carreira de criador, à frente da Cia. Será Quê?, que desde 1993 mantinha como atividade experimental paralela. Ele agora desenvolve um repertório próprio de sua autoria, além de coreografar também para outros grupos de dança. A carreira independente de Rui já soma várias realizações. Na transição de criatura a criador ele vem demonstrando especial sensibilidade com a cultura brasileira, cuja diversidade vem transformando em principal fonte de inspiração.