CALUNGA

RUI MOREIRA

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2011

CALUNGA

“Calunga” é o resultado de um mergulho histórico e estético nas tradições “folclóricas populares” do Brasil e tem como fonte inspiradora a composição musical de Francisco Mignone (1897-1986) intitulada Maracatu de Chico – Rei (1933).

No argumento criado por Mário de Andrade, Chico – Rei era um escravo – líder de sua tribo do outro lado do Atlântico – que conseguiu comprar sua liberdade e a de quase todos os seus súditos que vieram com ele trabalhar em Minas Gerais. E assim a corte de Chico – Rei desfila em Vila Rica, com a dança das mucambas (amas), dos príncipes, dos macotas (mestres de terreiros), do rei e da rainha, até chegarem à praça principal da cidade, onde os senhores recebem o pagamento em ouro e soltam os escravos restantes.

O Maracatu é um ritmo musical contagiante e no contexto de manifestações dramáticas populares é um cortejo composto por vários personagens, entre eles o boneco ou Calunga. Feitas de madeira ou cera, estas bonecas representam a nobreza, a ancestralidade e o sincretismo presentes nesta festa de rua.

FICHA TÉCNICA

Coreografia
Rui Moreira

Figurinos e adereços
Gustavo Silvestre

Confecção Figurinos
Camarim Artigos para Dança

Música
Francisco Mignone – Maracatu do Chico Rei e temas incidentais do projeto Pesquisas Folclóricas do Brasil

Iluminação
Rui Moreira e Raquel Balekian

Argumento
Mário de Andrade

Ano
2011

Duração
27’

SOBRE O COREÓGRAFO

RUI MOREIRA

Rui Moreira - Cisne Negro Cia de Dança

Considerado pela crítica especializada como um dos mais representativos bailarinos brasileiros Rui iniciou sua trajetória em São Paulo, tendo passado pela Cisne Negro Cia. de Dança. Ao longo dos 13 anos em que dançou no renomado Grupo Corpo, Rui Moreira tornou-se um bailarino símbolo não só da companhia mineira, como também do Brasil. Com sua técnica e expressividade, passou a ser reconhecido até mesmo no exterior como o intérprete brasileiro por excelência, capaz de ser solista com identidade mesmo no mais homogêneo dos elencos. Em junho de 1999, no entanto, Rui inaugurou nova fase. Desligou-se do Grupo Corpo para dedicar-se à carreira de criador, à frente da Cia. Será Quê?, que desde 1993 mantinha como atividade experimental paralela. Ele agora desenvolve um repertório próprio de sua autoria, além de coreografar também para outros grupos de dança. A carreira independente de Rui já soma várias realizações. Na transição de criatura a criador ele vem demonstrando especial sensibilidade com a cultura brasileira, cuja diversidade vem transformando em principal fonte de inspiração.